You can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometimes
you just might find
You get what you need
Mai nada!
Thursday, October 26, 2006
Thursday, August 17, 2006
Vou de férias...
Thursday, May 04, 2006
Deixa-me Rir - de Jorge Palma
Até podem rir, mas olhem que conheço muita gente assim...
"Deixa-me rir
Essa história não é tua
Falas da festa, do Sol e do prazer
Mas nunca aceitaste o convite
Tens medo de te dar
E não é teu o que queres vender
Deixa-me rir
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor
Pois é , pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira
Deixa-me rir
Tu nunca auscultaste esse engenho
De que que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia o choro e o riso
Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a máscara sufocante
Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira"
"Deixa-me rir
Essa história não é tua
Falas da festa, do Sol e do prazer
Mas nunca aceitaste o convite
Tens medo de te dar
E não é teu o que queres vender
Deixa-me rir
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor
Pois é , pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira
Deixa-me rir
Tu nunca auscultaste esse engenho
De que que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia o choro e o riso
Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a máscara sufocante
Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira"
Thursday, March 23, 2006
Eu e os meus "Acidentes de Percurso"
Eu hoje assisti a um daqueles acidentes muito estúpidos.
Íamos em fila indiana, numa estrada pequena, estilo “todos juntos…” O carro da frente, não sei porquê faz marcha-a-trás e bate, com imensa força, no carro que ía atrás dele.
Eu vi tudo! A minha 1ª reacção (sim, tive várias), foi olhar para trás, enquanto meti-a a marcha-atrás, e toca de afastar-me daquela confusão… não fosse sobrar para mim! É que eu vinha atrás do desgraçado que levou a pancada.
Então, pensei, isto vai demorar e, com imensa pena, eu não posso ficar para a brincadeira. Por isso, toca de ultrapassar os ”popós” batidos.
É nessa altura que conheço as condutoras de ambos os carros. Uma loura, que bateu estupidamente no carro de trás, sai do carro toda emproada, a esbracejar muito, a perguntar o que é que se tinha passado. Eu vi e ouvi aquilo e o meu sangue começou a ferver.
Saem duas miúdas do outro carro, muito jovens e, claro, extremamente indignadas.
A loura, a abanar-se, estilo espanador, olha para ambos os carros e diz, vejam o estilo: “Ah, está tudo bem! Podem ir embora!”
Uoouu!... O quê? Eu, que estava parada, saio do carro, e realmente, confesso, com o meu estilo gingona, perguntei:
- “O que é que se passa aqui? Então você, não vê se tem carros atrás de si, faz marcha-a-trás, com toda a força, e ainda vem aí, com esses trejeitos todos, como se as raparigas tivessem culpa?”
A loura, já muito assustada (o que é natural, pois não tinha percebido o acidente, i.e, a porcaria que tinha feito), diz uma coisa muito interessante: “Gagagag…” Eu gosto, quando ficam sem palavras. Fazem-me lembrar aquelas bonecas, quando as pilhas estão a acabar, já não dizem “Papá”, “Mamã”… a loura não sabia o que havia de dizer.
Virei-me para as miúdas e perguntei “Como está o vosso carro?” E gostei da resposta: “Está tudo bem. Se não estivesse, esta senhora já não saía daqui! Obrigada de qualquer modo.”
Gostei, sim senhora! Foi uma resposta daquelas, em que está implícito: “Somos miúdas, mas não somos parvas!”
Então, peguei no carro, e toca de vir trabalhar. Quando passei pela loura (burra ou não, deixo a decisão ao vosso critério) ainda estava dentro do carro, certamente a perguntar-se como é que aquilo funcionava… Coitada! Temos pena!
23-03-2006
Íamos em fila indiana, numa estrada pequena, estilo “todos juntos…” O carro da frente, não sei porquê faz marcha-a-trás e bate, com imensa força, no carro que ía atrás dele.
Eu vi tudo! A minha 1ª reacção (sim, tive várias), foi olhar para trás, enquanto meti-a a marcha-atrás, e toca de afastar-me daquela confusão… não fosse sobrar para mim! É que eu vinha atrás do desgraçado que levou a pancada.
Então, pensei, isto vai demorar e, com imensa pena, eu não posso ficar para a brincadeira. Por isso, toca de ultrapassar os ”popós” batidos.
É nessa altura que conheço as condutoras de ambos os carros. Uma loura, que bateu estupidamente no carro de trás, sai do carro toda emproada, a esbracejar muito, a perguntar o que é que se tinha passado. Eu vi e ouvi aquilo e o meu sangue começou a ferver.
Saem duas miúdas do outro carro, muito jovens e, claro, extremamente indignadas.
A loura, a abanar-se, estilo espanador, olha para ambos os carros e diz, vejam o estilo: “Ah, está tudo bem! Podem ir embora!”
Uoouu!... O quê? Eu, que estava parada, saio do carro, e realmente, confesso, com o meu estilo gingona, perguntei:
- “O que é que se passa aqui? Então você, não vê se tem carros atrás de si, faz marcha-a-trás, com toda a força, e ainda vem aí, com esses trejeitos todos, como se as raparigas tivessem culpa?”
A loura, já muito assustada (o que é natural, pois não tinha percebido o acidente, i.e, a porcaria que tinha feito), diz uma coisa muito interessante: “Gagagag…” Eu gosto, quando ficam sem palavras. Fazem-me lembrar aquelas bonecas, quando as pilhas estão a acabar, já não dizem “Papá”, “Mamã”… a loura não sabia o que havia de dizer.
Virei-me para as miúdas e perguntei “Como está o vosso carro?” E gostei da resposta: “Está tudo bem. Se não estivesse, esta senhora já não saía daqui! Obrigada de qualquer modo.”
Gostei, sim senhora! Foi uma resposta daquelas, em que está implícito: “Somos miúdas, mas não somos parvas!”
Então, peguei no carro, e toca de vir trabalhar. Quando passei pela loura (burra ou não, deixo a decisão ao vosso critério) ainda estava dentro do carro, certamente a perguntar-se como é que aquilo funcionava… Coitada! Temos pena!
23-03-2006
Tuesday, January 31, 2006
"This Is Love" da PJ HARVEY
Algumas pessoas nem precisam de ter aulas de canto, de controlo da respiração ou de colocação da voz... aqui fica a letra de uma Senhora dessas!... Se não ouviram ainda, do que é que estão à espera?
I can't believe life's so complex
When I just wanna' sit here and watch you undress
This is love that I'm feeling
Does it have to be a life full of dread?
I wanna' chase you round the table, I wanna' touch your head
This is love that I'm feeling
I can't believe that the axis turns on suffering
When you taste so good
I can't believe that the axis turns on suffering
While my head burns
This is love that I'm feeling
Even in the summer, even in the spring
You can never get too much of a wonderful thing
You're the only story that I never told
You're my dirty little secret, wanna' keep you so
Come on out, come on over, help me forget
Keep the walls from falling on me, tumbling in
- This is love that I'm feeling
I can't believe life's so complex
When I just wanna' sit here and watch you undress
This is love that I'm feeling
Does it have to be a life full of dread?
I wanna' chase you round the table, I wanna' touch your head
This is love that I'm feeling
I can't believe that the axis turns on suffering
When you taste so good
I can't believe that the axis turns on suffering
While my head burns
This is love that I'm feeling
Even in the summer, even in the spring
You can never get too much of a wonderful thing
You're the only story that I never told
You're my dirty little secret, wanna' keep you so
Come on out, come on over, help me forget
Keep the walls from falling on me, tumbling in
- This is love that I'm feeling
Tuesday, December 06, 2005
O raciocínio das pobres criaturas
Fantástico é o raciocínio de certas miúdas, que têm a mania que são giras, boas, lindas, cheias de estilo e tias… não sei se conhecem o género ou se, eventualmente, se enquadram nele (Eu espero que não haja ninguém com estas descrições a ler os meus blogs!) mas, eu acho-as terríveis.
Não é só o aspecto, os gestos extremamente exagerados, um misto de ondulações gestuais e corporais como se estivessem com vontade de ir à casa-de-banho a cada segundo que passa, só para nos dizerem qualquer coisa sem importância; ou o abanar do corpo, como se fossem um grande badalo de uma vaquinha (quando passam por nós, se estivermos concentradas, conseguimos ouvi-lo tocar!); não é só o brincarem com a écharpe ou esfregarem-na no rosto, como quem finge orgasmos por tudo e por nada… não é só isso! É acima de tudo, e fundamentalmente, o discurso destas pobres criaturas que me preocupa. Querem um exemplo?
Lembram-se do fantástico eclipse anular, que ocorreu a 3 de Outubro de 2005? Foi a primeira vez que qualquer um de nós, em Portugal, viu um eclipse anular, uma vez que o anterior ocorreu em 1764 (Não conhecem ninguém que tenha visto este, pois não? Não deve ter muito bom aspecto, essa pessoa!).
Eu lembro-me bem desse eclipse. Aliás, jamais me esquecerei, porque ouvi um discurso fabuloso (de contorcer a rir) sobre, passo a citar, “a história do eclipse, conhecem? Não?! Pois, eu recebi um e-mail que dizia que Deus tinha criado o Sol e a Lua e eles apaixonaram-se, mas Deus separou-os com a noite e o dia e eles andavam tristes. Tão tristes, que Deus fez o eclipse, para que eles se encontrassem de vez em quando. É tão lindo, não é? Pronto, não sabiam, já ficam a saber a história do eclipse.”
O certo é que ninguém sabia, e ninguém queria saber esta tristeza de história sobre o eclipse, em discurso tão pouco elaborado. Mas, esta gente, esta pobre gente, não entende, coitada.
É que se podia tratar de gente simples, humilde (atenção, é muitas vezes, gente com maior nobreza, do que a gente a quem dedico o meu texto de hoje!) mas, não. É gente acabadinha de concluir uma licenciatura, e que fazem questão de informar todo o mundo disso, para que os bancos, os clientes, os fornecedores e afins, possam acrescentar ao nome e ao apelido da pessoa Dr. ou Dra..
Depois de lerem a história do eclipse, citada acima, não estranhem se surgirem umas dores de barriga, agudas, e uma vontade brutal de vomitar… é normal, aliás é bastante natural que aconteça.
Já se nada acontecer, ui, amigos, procurem o médico com urgência! Existe possibilidade de cura, somente se o vírus fôr detectado a tempo.
Não é só o aspecto, os gestos extremamente exagerados, um misto de ondulações gestuais e corporais como se estivessem com vontade de ir à casa-de-banho a cada segundo que passa, só para nos dizerem qualquer coisa sem importância; ou o abanar do corpo, como se fossem um grande badalo de uma vaquinha (quando passam por nós, se estivermos concentradas, conseguimos ouvi-lo tocar!); não é só o brincarem com a écharpe ou esfregarem-na no rosto, como quem finge orgasmos por tudo e por nada… não é só isso! É acima de tudo, e fundamentalmente, o discurso destas pobres criaturas que me preocupa. Querem um exemplo?

Lembram-se do fantástico eclipse anular, que ocorreu a 3 de Outubro de 2005? Foi a primeira vez que qualquer um de nós, em Portugal, viu um eclipse anular, uma vez que o anterior ocorreu em 1764 (Não conhecem ninguém que tenha visto este, pois não? Não deve ter muito bom aspecto, essa pessoa!).
Eu lembro-me bem desse eclipse. Aliás, jamais me esquecerei, porque ouvi um discurso fabuloso (de contorcer a rir) sobre, passo a citar, “a história do eclipse, conhecem? Não?! Pois, eu recebi um e-mail que dizia que Deus tinha criado o Sol e a Lua e eles apaixonaram-se, mas Deus separou-os com a noite e o dia e eles andavam tristes. Tão tristes, que Deus fez o eclipse, para que eles se encontrassem de vez em quando. É tão lindo, não é? Pronto, não sabiam, já ficam a saber a história do eclipse.”
O certo é que ninguém sabia, e ninguém queria saber esta tristeza de história sobre o eclipse, em discurso tão pouco elaborado. Mas, esta gente, esta pobre gente, não entende, coitada.
É que se podia tratar de gente simples, humilde (atenção, é muitas vezes, gente com maior nobreza, do que a gente a quem dedico o meu texto de hoje!) mas, não. É gente acabadinha de concluir uma licenciatura, e que fazem questão de informar todo o mundo disso, para que os bancos, os clientes, os fornecedores e afins, possam acrescentar ao nome e ao apelido da pessoa Dr. ou Dra..
Depois de lerem a história do eclipse, citada acima, não estranhem se surgirem umas dores de barriga, agudas, e uma vontade brutal de vomitar… é normal, aliás é bastante natural que aconteça.
Já se nada acontecer, ui, amigos, procurem o médico com urgência! Existe possibilidade de cura, somente se o vírus fôr detectado a tempo.
Friday, September 30, 2005
As mulheres e as casas-de-banho
Não! Não entendo o que as mulheres fazem, todas, umas atrás das outras, em grupos de 3, 4, 5 ou mais. Não entendo!
Especialmente estranho, são as idas à casa-de-banho em conjunto! Será trabalho de equipa? O que fazem? Partilham o papel higiénico, os batôns, ou as amostras de perfume?... Não percebo!
Não gosto de carneirada!!! Quer se trate de ser a líder-carneiro, ou a seguidora! Isso não é coisa para mim.
Sou mulher!
É essa a principal razão de ir sózinha! Quando era uma menina, a mãmã não só ía acender a luz e sentar-me, como era chamada para a mais ingrata tarefa das mamãs: limpar o rabinho.
Vou sózinha à casa-de-banho! Não anuncio que vou, pois posso dar ideias. Odeio se alguma mulher pergunta: “Onde vais? Vais à casa-de-banho? Eu também vou!”
Que raio de atitude! Como se tivesse algum interesse ir à casa de banho! Só interessa mesmo a quem lá vai! Eu sou pragmática nestas questões fisiológicas! É uma necessidade. Tenho muito prazer, obrigada. Mas, é uma coisa que não partilho com ninguém! Então, se até o meu marido respeita este meu momento íntimo, desde quando é que eu iria partilhá-lo com as amigas???

Deixem-me em paz! Eu quero fazer o que tenho a fazer, sem ter de ser interrompida com questões inoportunas, às quais sou forçada a responder com uma voz cadavérica, cavernosa e angustiada, pois não consigo... e falar ao mesmo tempo! E nem sequer quero ficar afligida se não consigo controlar muito bem alguns sons... alguns deles, por vezes, ecoam por toda a casa-de-banho! E os aromas? Ah, pois, já que demonstram tanto interesse, eu explico: De vez em quando, até fujo de mim! Como querem ter vontade para a sobremesa?
Louvado seja Deus! É preciso o quê para as mulheres me entenderem???
Aprendi a responder de tal maneira que ninguém se atreve a seguir-me. E, quando ainda assim me seguem, eu sento-me novamente.... e espero estoicamente que regressem! Se alguma mulher se antecipa à minha vontade, e diz primeiro que vai à casa-de-banho... eu, uma vez mais, espero estoicamente!...
Não! Nem quero tampouco que me vejam nestas andanças de idas em grupo às casas-de-banho femininas! Não me confundam! Nem pensar! Eis um estatuto que prezo em manter!
Vou à casa-de-banho sózinha! Sei o caminho! Senão, sigo as indicações!
Especialmente estranho, são as idas à casa-de-banho em conjunto! Será trabalho de equipa? O que fazem? Partilham o papel higiénico, os batôns, ou as amostras de perfume?... Não percebo!
Não gosto de carneirada!!! Quer se trate de ser a líder-carneiro, ou a seguidora! Isso não é coisa para mim.

Sou mulher!
É essa a principal razão de ir sózinha! Quando era uma menina, a mãmã não só ía acender a luz e sentar-me, como era chamada para a mais ingrata tarefa das mamãs: limpar o rabinho.
Vou sózinha à casa-de-banho! Não anuncio que vou, pois posso dar ideias. Odeio se alguma mulher pergunta: “Onde vais? Vais à casa-de-banho? Eu também vou!”
Que raio de atitude! Como se tivesse algum interesse ir à casa de banho! Só interessa mesmo a quem lá vai! Eu sou pragmática nestas questões fisiológicas! É uma necessidade. Tenho muito prazer, obrigada. Mas, é uma coisa que não partilho com ninguém! Então, se até o meu marido respeita este meu momento íntimo, desde quando é que eu iria partilhá-lo com as amigas???

Deixem-me em paz! Eu quero fazer o que tenho a fazer, sem ter de ser interrompida com questões inoportunas, às quais sou forçada a responder com uma voz cadavérica, cavernosa e angustiada, pois não consigo... e falar ao mesmo tempo! E nem sequer quero ficar afligida se não consigo controlar muito bem alguns sons... alguns deles, por vezes, ecoam por toda a casa-de-banho! E os aromas? Ah, pois, já que demonstram tanto interesse, eu explico: De vez em quando, até fujo de mim! Como querem ter vontade para a sobremesa?
Louvado seja Deus! É preciso o quê para as mulheres me entenderem???
Aprendi a responder de tal maneira que ninguém se atreve a seguir-me. E, quando ainda assim me seguem, eu sento-me novamente.... e espero estoicamente que regressem! Se alguma mulher se antecipa à minha vontade, e diz primeiro que vai à casa-de-banho... eu, uma vez mais, espero estoicamente!...
Não! Nem quero tampouco que me vejam nestas andanças de idas em grupo às casas-de-banho femininas! Não me confundam! Nem pensar! Eis um estatuto que prezo em manter!
Vou à casa-de-banho sózinha! Sei o caminho! Senão, sigo as indicações!
Thursday, August 18, 2005
O Milagre das Passadeiras ou Os Peões Gloriosos
Há coisas que acontecem nas passadeiras que não têm explicação, de tão incríveis!
Os peões fazem proezas fantásticas. Eles caminham corajosamente, com um ar desempoeirado, emproado quais galináceos, como se fossem os donos daquela passadeira.
Atiram-se para a frente com a determinação que não têm para a vida. Acordam de manhã a pensar: “Sinto-me infeliz! Sou um ser miserável! Mas, ah, quando chegar à passadeira…!”. Vingam-se, de todos os seus problemas, ali. E, quando atravessam, quase os ouço dizer: “Vais ver quem é o maior! Nesta passadeira, mando eu!”
E “mandam-se para a frente” (como se existisse um ideal de emancipação, recalcado), com uma convicção, uma firmeza elogiáveis. Sinceramente, elogiáveis. Olhem que é necessário coragem!
Outro aspecto interessante, desta travessia, é que os peões acreditam ser fluorescentes, e homologados pela norma europeia EN471.
Avançam gloriosamente, passo-a-passo, luzidios, brilhantes, estrelados e, das suas alturas, nem nos dignam com um olhar. Passam, simplesmente, passam-se.
Eu acho imensa piada. Especialmente, em manhãs como a de hoje, em que não os vejo, porque sou estúpida que nem uma porta. Sim, o problema é meu, o que julgam? Eu tenho a obrigação de, apesar dos reflexos no vidro, dos “fantásticos peões emancipados” saírem da sombra e simplesmente não se verem, vê-los à distância.
Eu diria mais, que tenho a imensa obrigação de pressenti-los, qual telepatia com, pelo menos, 5 minutos ou 1 Km de antecedência. Mas, como tal não acontece, a culpa é minha! Ou vocês não têm andado a ouvir o mais recente slogan, cujo objectivo é “continuar a progressiva morte dos peões na estrada”: “Avance, sem ver ou ser visto!”?
Depois irrito-me, porque fico a pensar se terá alguma coisa a ver com barreiras protectoras invisíveis, como nos filmes de acção, ou como alguma telenovela, ou música pimba que, como não vejo, nem ouço, desconheço e sou, portanto, ignorante.
Ou será o efeito protector da tinta branca pintada em alcatrão?
Nunca se sabe se não será a vontade que, os “incríveis peões justiceiros”, têm de morrer quais mártires, para que todos se lembrem das suas gloriosas proezas ao atravessar uma qualquer passadeira e, quem sabe, ser recebido por dezenas de virgens no “Céu das carochinhas”.
Posto isto, recordo-me de uma célebre frase de Epitecto: "É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe."
É evidente que me refiro a mim!
Os peões fazem proezas fantásticas. Eles caminham corajosamente, com um ar desempoeirado, emproado quais galináceos, como se fossem os donos daquela passadeira.
Atiram-se para a frente com a determinação que não têm para a vida. Acordam de manhã a pensar: “Sinto-me infeliz! Sou um ser miserável! Mas, ah, quando chegar à passadeira…!”. Vingam-se, de todos os seus problemas, ali. E, quando atravessam, quase os ouço dizer: “Vais ver quem é o maior! Nesta passadeira, mando eu!”
E “mandam-se para a frente” (como se existisse um ideal de emancipação, recalcado), com uma convicção, uma firmeza elogiáveis. Sinceramente, elogiáveis. Olhem que é necessário coragem!
Outro aspecto interessante, desta travessia, é que os peões acreditam ser fluorescentes, e homologados pela norma europeia EN471.
Avançam gloriosamente, passo-a-passo, luzidios, brilhantes, estrelados e, das suas alturas, nem nos dignam com um olhar. Passam, simplesmente, passam-se.
Eu acho imensa piada. Especialmente, em manhãs como a de hoje, em que não os vejo, porque sou estúpida que nem uma porta. Sim, o problema é meu, o que julgam? Eu tenho a obrigação de, apesar dos reflexos no vidro, dos “fantásticos peões emancipados” saírem da sombra e simplesmente não se verem, vê-los à distância.
Eu diria mais, que tenho a imensa obrigação de pressenti-los, qual telepatia com, pelo menos, 5 minutos ou 1 Km de antecedência. Mas, como tal não acontece, a culpa é minha! Ou vocês não têm andado a ouvir o mais recente slogan, cujo objectivo é “continuar a progressiva morte dos peões na estrada”: “Avance, sem ver ou ser visto!”?
Depois irrito-me, porque fico a pensar se terá alguma coisa a ver com barreiras protectoras invisíveis, como nos filmes de acção, ou como alguma telenovela, ou música pimba que, como não vejo, nem ouço, desconheço e sou, portanto, ignorante.
Ou será o efeito protector da tinta branca pintada em alcatrão?
Nunca se sabe se não será a vontade que, os “incríveis peões justiceiros”, têm de morrer quais mártires, para que todos se lembrem das suas gloriosas proezas ao atravessar uma qualquer passadeira e, quem sabe, ser recebido por dezenas de virgens no “Céu das carochinhas”.
Posto isto, recordo-me de uma célebre frase de Epitecto: "É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe."
É evidente que me refiro a mim!
Friday, August 12, 2005
Did It Again - Kylie Minogue
Esta música não me sai da cabeça! Não perguntem porquê ou eu acabaria por responder!
Clever girl,
Think you are but you think too much,
Shut down turn around,
Don't look that way anymore,
Clever girl,
Think you know but you don't know much
Try to make a move,
Go to a different door
You know it's all in your head,
You better put that business to bed,
By your fair hands of design you met with the monster in your mind
You did it again,
You did it again,
Won't you listen to me when I'm telling you,
It's no good for you
Clever girl,
Think you're right but what's right from wrong,
Little miss genius,
You make it hard on yourself,
Clever girl,
You've got it all, but you're all messed up,
Time now turn around,
Move on to something else
You know it's all in your head,
You better put that business to bed,
What you see nobody sees,
It only brings you to your knees,
You know it's all in your head,
You better put that business to bed
By your fair hands of design you met with the monster in your mind
Clever girl,
Think you are but you think too much,
Shut down turn around,
Don't look that way anymore,
Clever girl,
Think you know but you don't know much
Try to make a move,
Go to a different door
You know it's all in your head,
You better put that business to bed,
By your fair hands of design you met with the monster in your mind
You did it again,
You did it again,
Won't you listen to me when I'm telling you,
It's no good for you
Clever girl,
Think you're right but what's right from wrong,
Little miss genius,
You make it hard on yourself,
Clever girl,
You've got it all, but you're all messed up,
Time now turn around,
Move on to something else
You know it's all in your head,
You better put that business to bed,
What you see nobody sees,
It only brings you to your knees,
You know it's all in your head,
You better put that business to bed
By your fair hands of design you met with the monster in your mind
Thursday, July 28, 2005
Palavras para quê?
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Wednesday, July 27, 2005
Há dias, como o de hoje, em que me sinto verdadeiramente
Stranger on Earth,
como a Lisa Ekdahl:
Some fools don't know what's right from wrong,
But somehow those folks belong.
Me, I travel all I'm worth,
But I still remain a stranger on this earth.
Some people gloom, other folks fly.
Me, I got to struggle to keep alive.
Ever since the day of my birth,
I've been a stranger on earth.
I try to be what all folks should,
Forgetting the bad and doing good.
But no matter how I try,
My troubles always multiply.
I've been living the best I can
Ever since my life began.
The day is gonna come
when I don't have to prove my worth
I won't be a stranger on earth.
I've been living the best I can
Ever since my life began.
The day's gonna come when
I don't have to prove my worth
And I won't be no stranger,
Won't be no stranger
Won't be no stranger
On this earth.
Ajudava se parasse de chover em pleno Verão!
Stranger on Earth,
como a Lisa Ekdahl:
Some fools don't know what's right from wrong,
But somehow those folks belong.
Me, I travel all I'm worth,
But I still remain a stranger on this earth.
Some people gloom, other folks fly.
Me, I got to struggle to keep alive.
Ever since the day of my birth,
I've been a stranger on earth.
I try to be what all folks should,
Forgetting the bad and doing good.
But no matter how I try,
My troubles always multiply.
I've been living the best I can
Ever since my life began.
The day is gonna come
when I don't have to prove my worth
I won't be a stranger on earth.
I've been living the best I can
Ever since my life began.
The day's gonna come when
I don't have to prove my worth
And I won't be no stranger,
Won't be no stranger
Won't be no stranger
On this earth.
Ajudava se parasse de chover em pleno Verão!
Tuesday, July 26, 2005
Dia ANormal
Estranho modo de começar o dia!...
Foi desde a altura em que fechei a porta de casa, atrás de mim, que tudo começou.
Peguei no carro e comecei o meu trajecto habitual. Parei, subitamente, pois verifiquei que a minha faixa de rodagem continha uma qualquer substância branca espalhada, que uns bombeiros procuravam limpar. Olhei para eles e perguntei se podia passar. Ao que um deles, já velho, concerteza muito cansado com a vida, olha para mim com aquela cara de quem tem poucos amigos, vulgo “tromba”, e faz-me um gesto com as mãos, para cima e para baixo, enquanto vocifera: ”Mais devagar, hã?!”…
E eu, com um ar extremamente naif (mas tão ingénuo mesmo, que consegui aborrecer-me comigo!…), fico a pensar “O que é que este gajo quer dizer, já que o meu carro está completamente parado, imobilizado, antes da dita substância espalhada na via?”. E fiquei à espera, à espera, à espera… a vê-los varrer à frente do meu nariz, varrer, varrer… E pensei: “Eu já acordei hoje? Estarei a alucinar?”
Até que decidi, pronto, dei aquele toque na buzina, que faz quase um “Oi!”. Aquele simples toque, que quem não sabe a minha intenção de tocar na buzina, pensa que eu chamei alguém. Aquele toque que quase pergunta: “Is there anybody out there?”. E perguntei, já com verdadeira indignação: “Posso passar?”
“Oh que parva que sou! Que coisa! A incomodar suas excelências, que chatice!” foi aquilo que concluí da resposta que me deram, pois afastaram-se e responderam, com muito maus modos, inerentes à má educação que, definitivamente, tiveram: ”Passa lá. Anda, mas é! Nhanhanhanha…”
Nhanhanhanha, sabem o que é? Todos sabemos o que é Nhanhanhanha! Todos nós já ouvimos, pelo menos, uma vez na vida Nhanhanhanha que, de facto, é aquilo que não se entende (ou não se deseja entender), que alguém, Nhanhanhanha estupidamente, nos disse.
Conclusão? De facto, eu é que fui/ sou parva!
Prossegui o meu caminho, o de sempre (porque, se já é assim quando conhecemos o caminho, imaginem se eu tentasse um caminho novo, diferente?! É um risco a evitar, pressupus).
Vou todos os dias de carro até ao Metro e, é sempre difícil conseguir lugar para estacionar. Mas hoje, mal cheguei, vejo, do outro lado da estrada, um lugar fantástico (sorte?). Subitamente, porém, vejo uma lady num Mercedes (que, minutos antes e alguns metros antes, largara um passageiro), a acelerar a fundo direita a mim e aos meus olhos esbugalhados.
Não movi nada em mim, ou meu. Onde estava, ali fiquei. Estagnada na estrada, pensei “Jeitoso! Quer o meu lugar!”. Errado! Não queria o meu lugar! O Mercedes tinha uma dona dentro que não queria nada o meu lugar! Queria apenas passar por mim, e esbracejar muito …
Fiz, com o objectivo de chegar a uma conclusão, um rewind mental, do estilo: “O que é que eu fiz? Como fiz? O que é que não fiz?” e concluí: “O melhor é estacionar!” e preferi não concluir mais nada, porque estas coisas estavam a ultrapassar-me, e é melhor parar de pensar em razões, para atitudes sem razão alguma!
Entrei no Metro, sem olhar para ninguém, nem para o chão, nem para lado nenhum. Aliás, não me lembro de ter visto nada no caminho até ao Metro, hoje de manhã.
Ao descer as escadas do Metro, ouço chegar o Comboio para a Baixa-Chiado. Decidi correr para o apanhar, coisa que não costumo fazer. Perdi o Metro por 2 segundos, depois de uma valente correria, porque o jovem que o conduzia, decidiu fechar as portas antes de todos os passageiros, que estavam em frente da porta, entrarem. Terá visto a minha pessoa, com ar de cão, ofegante e louca? E ter-lhe-á dado gozo eu não ter conseguido entrar? Ou terá sido o prazer mórbido de, ao ver-me quase a chegar, ele poder dizer ou pensar ”Nhanhanhanha!”?
Pronto, sentei-me e esperei… esperei… esperei…
Penso que o comboio seguinte, aquele que eu apanhei (sim, desta vez, corri para a porta, apesar da proximidade, para não perder este, definitivamente, não fossem estar a fazer algo para os apanhados!) explicou o mistério do dia. Quando entro, sento-me e, começo a ler o meu jornal. Pouco tempo depois, apercebo-me que a gravação anuncia a próxima estação, como sendo “Alto dos Moinhos”. Tudo bem, ainda estou longe, continuo a ler. A questão foi, quando parámos na dita próxima estação, eu vejo uma imensidão de laranjas e leio “Laranjeiras” em toda a estação. A gravação estava uma estação atrasada!
Nessa altura sim, entendi as peripécias do meu dia. Eu devia ter acordado uma hora mais tarde!
(Hoje, dia 26 de Julho - em pleno Verão - chove! Chove bem, eu diria mesmo. É 01h13. Até agora, tudo calmo. Schiu! Vou dormir!) – 2005-07-26
Foi desde a altura em que fechei a porta de casa, atrás de mim, que tudo começou.
Peguei no carro e comecei o meu trajecto habitual. Parei, subitamente, pois verifiquei que a minha faixa de rodagem continha uma qualquer substância branca espalhada, que uns bombeiros procuravam limpar. Olhei para eles e perguntei se podia passar. Ao que um deles, já velho, concerteza muito cansado com a vida, olha para mim com aquela cara de quem tem poucos amigos, vulgo “tromba”, e faz-me um gesto com as mãos, para cima e para baixo, enquanto vocifera: ”Mais devagar, hã?!”…
E eu, com um ar extremamente naif (mas tão ingénuo mesmo, que consegui aborrecer-me comigo!…), fico a pensar “O que é que este gajo quer dizer, já que o meu carro está completamente parado, imobilizado, antes da dita substância espalhada na via?”. E fiquei à espera, à espera, à espera… a vê-los varrer à frente do meu nariz, varrer, varrer… E pensei: “Eu já acordei hoje? Estarei a alucinar?”
Até que decidi, pronto, dei aquele toque na buzina, que faz quase um “Oi!”. Aquele simples toque, que quem não sabe a minha intenção de tocar na buzina, pensa que eu chamei alguém. Aquele toque que quase pergunta: “Is there anybody out there?”. E perguntei, já com verdadeira indignação: “Posso passar?”
“Oh que parva que sou! Que coisa! A incomodar suas excelências, que chatice!” foi aquilo que concluí da resposta que me deram, pois afastaram-se e responderam, com muito maus modos, inerentes à má educação que, definitivamente, tiveram: ”Passa lá. Anda, mas é! Nhanhanhanha…”
Nhanhanhanha, sabem o que é? Todos sabemos o que é Nhanhanhanha! Todos nós já ouvimos, pelo menos, uma vez na vida Nhanhanhanha que, de facto, é aquilo que não se entende (ou não se deseja entender), que alguém, Nhanhanhanha estupidamente, nos disse.
Conclusão? De facto, eu é que fui/ sou parva!
Prossegui o meu caminho, o de sempre (porque, se já é assim quando conhecemos o caminho, imaginem se eu tentasse um caminho novo, diferente?! É um risco a evitar, pressupus).
Vou todos os dias de carro até ao Metro e, é sempre difícil conseguir lugar para estacionar. Mas hoje, mal cheguei, vejo, do outro lado da estrada, um lugar fantástico (sorte?). Subitamente, porém, vejo uma lady num Mercedes (que, minutos antes e alguns metros antes, largara um passageiro), a acelerar a fundo direita a mim e aos meus olhos esbugalhados.
Não movi nada em mim, ou meu. Onde estava, ali fiquei. Estagnada na estrada, pensei “Jeitoso! Quer o meu lugar!”. Errado! Não queria o meu lugar! O Mercedes tinha uma dona dentro que não queria nada o meu lugar! Queria apenas passar por mim, e esbracejar muito …
Fiz, com o objectivo de chegar a uma conclusão, um rewind mental, do estilo: “O que é que eu fiz? Como fiz? O que é que não fiz?” e concluí: “O melhor é estacionar!” e preferi não concluir mais nada, porque estas coisas estavam a ultrapassar-me, e é melhor parar de pensar em razões, para atitudes sem razão alguma!
Entrei no Metro, sem olhar para ninguém, nem para o chão, nem para lado nenhum. Aliás, não me lembro de ter visto nada no caminho até ao Metro, hoje de manhã.
Ao descer as escadas do Metro, ouço chegar o Comboio para a Baixa-Chiado. Decidi correr para o apanhar, coisa que não costumo fazer. Perdi o Metro por 2 segundos, depois de uma valente correria, porque o jovem que o conduzia, decidiu fechar as portas antes de todos os passageiros, que estavam em frente da porta, entrarem. Terá visto a minha pessoa, com ar de cão, ofegante e louca? E ter-lhe-á dado gozo eu não ter conseguido entrar? Ou terá sido o prazer mórbido de, ao ver-me quase a chegar, ele poder dizer ou pensar ”Nhanhanhanha!”?
Pronto, sentei-me e esperei… esperei… esperei…
Penso que o comboio seguinte, aquele que eu apanhei (sim, desta vez, corri para a porta, apesar da proximidade, para não perder este, definitivamente, não fossem estar a fazer algo para os apanhados!) explicou o mistério do dia. Quando entro, sento-me e, começo a ler o meu jornal. Pouco tempo depois, apercebo-me que a gravação anuncia a próxima estação, como sendo “Alto dos Moinhos”. Tudo bem, ainda estou longe, continuo a ler. A questão foi, quando parámos na dita próxima estação, eu vejo uma imensidão de laranjas e leio “Laranjeiras” em toda a estação. A gravação estava uma estação atrasada!
Nessa altura sim, entendi as peripécias do meu dia. Eu devia ter acordado uma hora mais tarde!
(Hoje, dia 26 de Julho - em pleno Verão - chove! Chove bem, eu diria mesmo. É 01h13. Até agora, tudo calmo. Schiu! Vou dormir!) – 2005-07-26
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