É sem a menor dúvida um dos mais belos exemplares da arte gótica e um símbolo de Paris Medieval. Quem já lá esteve reconhece-a sob qualquer perspectiva.
Situada na Ilha de La Cité, a primeira pedra desta Catedral foi colocada por Maurice de Sully, em 1163, mas a construção da fachada só começou em 1200.
Sinto-me sempre impelida a concordar com Victor Hugo quando afirmou que as torres desta Catedral são "as partes harmoniosas de um todo magnífico". Bem sabemos o seu sucesso no romance passado nesta Catedral, onde reconstitui a vida agitada de Paris nos tempos de Louis XI e nos "apresenta Quasimodo". As torres são o lugar privilegiado do seu romance. Quando lá estive, compreendi claramente porquê. E só pisando aquele solo, subindo os trezentos e qualquer coisa degraus, observando e tocando aquelas paredes imponentes e misteriosas, nos apercebemos do valor deste lugar tão enigmático. Mais que mágico, é fascinante!
De não esquecer as tão importantes gárgulas, que dão um aspecto sóbrio, sombrio e mágico ao local. Segundo as lendas orientais este "pássaro da noite" era um espírito nocturno e malfeitor.
Malfeitor ou não, o certo é que, quem lá vai, sente-se tão sumptuoso como um Rei!
Sugere-se a ingestão dos espumantes ao jantar, depois das visitas aos locais de interesse, pois permite tirar maior partido da "cidade romântica".
A não perder uma vez na vida.

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